De hoje, 11 de outubro, até segunda-feira, dia 14, os sindicatos dos bancários de todo o País realizam assembleias para avaliar e votar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

No mesmo período, empregados da Caixa também farão assembleias para específicas para analisar a proposta feita pela direção do banco público.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, a assembleia será realizada nesta sexta-feira, dia 11, a partir das 17 horas, na Casa de Portugal, Avenida Liberdade, 602. Haverá credenciamento para participar e será necessário apresentar crachá ou holerite acompanhado de documento com foto. Nas demais bases, consulte o Sindicato.

A orientação do Comando Nacional dos Bancários é pela aceitação das propostas da Fenaban e da Caixa e, consequentemente, o fim da greve e volta ao trabalho.

Na última negociação houve a oferta de 8% de índice de reajuste sobre os salários e as verbas, assim como houve a concessão ainda de 8,5% para o piso salarial (ganho real de 2,29%), além de 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta dos bancos também eleva de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.

Na Caixa, por exemplo, os avanços estão registrados em uma série de propostas, com destaque para que as agências com até 15 empregados não terão mais horas compensadas. Ficou acertado que, a partir de janeiro de 2014, todas as horas extras realizadas nessas dependências serão pagas. “Essa reivindicação, segundo Jair Pedro Ferreira, vice-presidente da Fenae e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), é uma das principais aprovadas pelo 29º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef). Ele diz que “sua conquista é resultado da mobilização dos empregados em todo o país”.

Jair Ferreira afirma ainda que, no caso da Caixa, a proposta específica complementa positivamente as conquistas alcançadas na negociação com a Fenaban. Trata-se, segundo ele, de “mais um avanço que confirma a política permanente de recomposição dos salários, com aumento real e valorização da categoria, além de ganhos sociais importantes”.

Jair Ferreira esclarece que essa proposta específica foi construída na mesa de negociação, com a pressão da greve da categoria bancária, o que precisa ser devidamente valorizado.

 

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