A expectativa gerada pelo lançamento do Crédito do Trabalhador, criado pelo governo federal por meio da MP 1.292/2025 e que prevê a modernização e democratização do acesso ao crédito para empregados celetistas, foi frustrada pelas escolhas da direção do banco, que acabaram causando um caos no atendimento aos clientes que buscam o produto. Nesta quarta-feira, 26, as filas de espera tinham cerca de 50 mil pessoas aguardando atendimento; nesta quinta-feira, 27, o número dobrou, superando 100 mil pessoas.
Aos já conhecidos problemas enfrentados pelos empregados, como sistemas precários e falta de pessoal, somou-se um processo deficiente, que não realiza uma avaliação prévia dos clientes antes de direcioná-los à fila. Isso aumenta a insatisfação, já que muitos, após aguardarem por horas, recebem como resposta que a contratação não pode ser realizada.
“A situação à qual os empregados e clientes estão expostos, por conta da falta de preparo da diretoria e de suas decisões equivocadas ao formular o processo de contratação, não condiz com a capacidade que a Caixa já demonstrou ao implementar programas e projetos de governo. Em outras situações bem mais desafiadoras, como na implementação do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida e do PAC, entre outros, os empregados mostraram que têm plena capacidade de fazer a diferença. Mas é necessário que tenhamos o mínimo de condições para realizar o trabalho, o que não está acontecendo neste momento”, criticou o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
“Infelizmente, tivemos recentemente outro episódio em que a desorganização da DERED/VIVAR trouxe diversos transtornos aos empregados e clientes e prejudicou a imagem da empresa, como ocorreu no pagamento do Pé-de-Meia. A atuação da diretoria está desgastando muito a imagem da Caixa e desmontando a visão positiva que foi construída por todos nós no atendimento à população. Entramos em contato com a representante eleita pelos empregados para o Conselho de Administração da empresa, Fabiana Uehara Proscholdt, para repassar os problemas que levantamos e cobrar soluções urgentes do presidente Carlos Vieira”, complementou Leonardo.